Que distribuição de Linux devo usar?
Uso quase exclusivamente Linux como Sistema de Operação (ou Sistema Operativo) nos meus computadores (desktops e/ou portáteis). Muitos dos meus alunos apercebem-se do facto e interrogam-me com frequência sobre qual a distribuição que lhes recomendo.
Nenhuma é "melhor"! Depende do utilizador, pelo que só mesmo o utilizador pode decidir.
É seguro optar pelas propostas 2 e 3?
Penso que é tão seguro como a proposta 1. No entanto, um busca no Google nunca fez mal a ninguém!
E se eu não gostar, é fácil desinstalar?
Nas propostas 1. e 2. seguramente sim! É fácil desinstalar. Não me posso pronunciar sobre a proposta 3. pois não tenho experiência da mesma.
E porque é que eu hei-de experimentar o Linux?
Humm... Porque os amigos também usam? porque os amigos não usam? Porque é preciso para os trabalhos da escola/universidade? Porque é preciso para o emprego? Por curiosidade?
Porque é diferente? Porque é software livre?
Dar conselhos é sempre difícil, ainda mais quando estamos a falar de matérias que, em caso de passarem uma imagem negativa, podem afastar os "candidatos" deste novo mundo para todo o sempre (ou quase)... ;-)
Esta situação repetiu-se hoje mais uma vez. Tentei reflectir um pouco mais no assunto e, desta vez, decidi-me por dar uma resposta mais "evasiva" e, simultaneamente, penso que mais eficaz. Em vez do simples "Recomendo a distribuição X", optei por apresentar as principais vias alternativas e passar ao aluno a responsabilidade da escolha. É o resultado dessa reflexão que me decidi a partilhar hoje aqui...
Assumindo que o "candidado" usa normalmente uma variante de Windows e que não está disposto a cortar radicalmente com este Sistema de Operação, há três grandes vias, que representam iguais filosofias de trabalho/integração, para instalar Linux e garantir uma coexistência (mais ou menos pacífica) com o Windows.
Usar um sistema dual-boot reservando partições específicas para o Linux
Esta aproximação, que é provavelmente a mais comum, não facilita o necessário processo de habituação e integração com novo sistema. Usar partições separadas levanta sempre múltiplas questões... Quantas partições preciso? Qual o tamanho recomendado para cada uma delas? Como é que eu "encolho" a minha partição corrente do Windows?
Não há nenhuma verdade absoluta que responda a estas questões. Depende muito dos objectivos e padrão de utilização.
A minha sugestão é: Se não sabe responder a estas questões por si mesmo, então use uma das alternativas que proponho de seguida! ;-)
Se sabe responder às questões e pretende apenas uma recomendação técnica, então sem querer entrar em debates filosóficos sobre se devemos ou não usar apenas software open source, eu partilho a minha escolha: há já algum tempo que optei pelo Ubuntu.Usar um sistema dual-boot **sem necessitar** de partições específicas para o Linux
Há uns tempos vi uma referência à distribuição Wubi, baseada no Ubuntu. Esta proposta é também um sistema dual-boot, tal como a anterior, mas neste caso todo os ficheiros do sistema Linux ficam dentro de uma pasta do Windows, em vez de numa partição diferenciadas. Operacionalmente não se distingue muito da proposta anterior, mas em termos de instalação é menos "agressivo", deixando que o compromisso do espaço ocupado em disco por cada um dos sistemas seja determinado posteriormente, em função da utilização, e não a prior, como era o caso anterior.-
Permitir a coexistência de aplicações Windows e Linux simultaneamente
Recentemente tomei conhecimento da distribuição AndLinux, mais uma vez baseada no Ubuntu e também, neste caso, no coLinux.
Tenho de confessar que não tentei esta aproximação, pois há muito que
abdiquei do Windows como base de trabalho, mas pareceu-me extremamente
interessante para quem está convencido que a minha opção foi demasiado
radical.
Neste caso, é instalado um kennel
Linux modificado que corre como (mais) um processo Windows. Na
perspectiva do Windows, é mais uma aplicação entre várias... na
realidade permite ter lado-a-lado aplicações Windows e Linux, de uma
forma quase indiferenciada. -
Usar uma máqiuna virtual
Há várias máquina virtuais disopníveis como open source ou, pelo menos, como free software. O MS Virtual PC, VMWare Player e VMWare Server, VirtualBox e o qemu são alguns exemplos.
Nenhuma é "melhor"! Depende do utilizador, pelo que só mesmo o utilizador pode decidir.
É seguro optar pelas propostas 2 e 3?
Penso que é tão seguro como a proposta 1. No entanto, um busca no Google nunca fez mal a ninguém!
E se eu não gostar, é fácil desinstalar?
Nas propostas 1. e 2. seguramente sim! É fácil desinstalar. Não me posso pronunciar sobre a proposta 3. pois não tenho experiência da mesma.
E porque é que eu hei-de experimentar o Linux?
Humm... Porque os amigos também usam? porque os amigos não usam? Porque é preciso para os trabalhos da escola/universidade? Porque é preciso para o emprego? Por curiosidade?
Porque é diferente? Porque é software livre?
Etiquetas: Disrtibuições Linux, Linux


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